puta merda, mano

acho impressionante a habilidade de algumas pessoas de se tacharem como inúteis sem nem mesmo falar nada. querer ser alguém é o jeito mais fácil de não ser nada que importe de alguma forma significativa, e isso foi avisado por diversos caras ultrafodas que com o passar do tempo viraram meros autores de citações do msn, que ainda têm sua linguagem estuprada por uma tradução que muitas vezes beira o ilegível (cara, sempre achei que os computadores e essas coisas fossem ajudar a galera que escreve mal, mas como tava errado!). Nem muito afim de citar os nomes dos caras, porque o que importa realmente é a idéia. tem idéia que não sai do papel, tem idéia que não sai da cabeça e tem idéia que tenta nascer, emergir, mas é empurrada pra baixo, sufocada como alguém preso numa pscina que já foi fechada com lona, com todo aquele desespero que faz com que sua provável inexistência futura chegue mais rápido, mas de alguma maneira, confortável. a questão é que sufocando nossa habilidade de pensar, perdemos a identidade pra qualquer sugestão de realidade. conviver significa viver com alguém, significa que você vai ter que participar de alguma forma, e não somente vomitar sua pessoa e querer que os outros engulam, mas não precisa extrapolar! a necessidade de viver com força certa gente de uma maneira que me assusta de vez em quando. pra falar a verdade, toda essa coisarada que tô escrevendo vem sim de uma parada pessoal, não são palavras jogadas que poderiam ser uma letra do humberto gessinger do hawaii. vamo lá, então.

uma pessoa pede pra fuder a sua vida gentilmente, quando chega a ouvir aquele seu relato de quando sonha com algo que te toca ou te soca peculiarmente, e depois de ignorar tudo o que disse pra assistir o movimento da tinta seca na parede, começa a contar todos os sonhos que achou interessante ou que contaram pra ele, o maldito achou interessante, e agora diz que foi ele quem sonhou, conta histórias de filmes, minisséries, livros, toda essa porcariada, dizendo que sonhou e que sonhou e que sonhou... antes não tivesse acordado, pois conviver vivendo com uma casca sem vitelo não traz nada senão um certo desprezo por alguns tipos de evoluções do macaco (tá, o homem não evoluiu do macaco, mas a sua mãe só começou a te amar bem depois de deixar de ser uma obrigação bonitinha com a bunda bostada a limpar que todos dizem ser perfeita porque não tem que acordar de madrugada por causa de um repolho lindo aos olhos de quem não cuida, e você não precisava saber disso)

Um comentário:

Diogo disse...

lembrar de postar sobre:
repolhos
neo-aramaico