Prova de sensibilidade

há uma conufusão no que chamam de ser sensível. onde parece haver sentido, a palavra leva a crer que o ser adjetivado deveria ter a habildade de sentir o que os outros sentem, sentir as subliminariedades das palavras somadas aos gestos, as formas, aos meios de se expressar sem demonstrar o que se tem medo de ser conhecido. a partir disso o ser sensível consiguiria supor ações que seriam dispostas de responder às necessidades do ativo da sensação, independente de ser bom ou ruim, a empatia digna de um pensamento autônomo, independente do motivo

o que acontece é adverso a essa utopia: sensíveis são os que sentem não somente o que foi camuflado, sentem e interpretam toda informação que consideram útil para controle. a sensibilidade criou uma rede de perdão e culpa desnecessária, onde o não-sensível está em situação de quebrar algo rachado, e o sensível está no alvo de frustrações inventadas. tem gente endentendo o que não significa nada

além disso, a sensibilidade não é utilizada como filtro de saída. o ser sensível não se preocupa em magoar o outro, e acredita ter argumentos para seus dizeres, numa religião pessoal onde todos aderem segundo o próprio. ou seja, o ser sensível acredita que os valores que ele aplica são donos de perspectiva do universal, como cita o exemplo da criança que não entende porque o pequeno irmão não gosta de carregar sua mochila relativamente leve pare ele
o ser sensível não sente o outro, a diferença, não usa de empatia com o alheio;
notadamente, o ser sensível, o primeiro, idealizado no início do texto, é creditado como bobo, inocente, ou em outra esfera de resposta, falso ou/e usurpador

agora digo que estre escrito é autobiográfico de outra pessoa, quero dizer, tentei ser sensível quanto a alguém que sentia o que escrevi, diante de uma situação que viveu e lhe prejudicou muito o pâncreas e a conta corrente

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